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Um terremoto, um pai e dois sentimentos
Domingo na Comunidade Batista Vida Nova, lembrei-me de uma história.
Num terremoto na Turquia, dentre tantas coisas afetadas, estava uma escola primária.
Um pai, em casa, ao perceber o caos ao seu redor, correu para a tal escola, em busca de seu filho pequeno.
Chegou quase junto aos bombeiros. Viu as crianças saindo de debaixo dos escombros, uma a uma, mas nada de seu filho.
No auge do desespero, ouviu a voz do pequeno, que foi o último a sair lá de dentro.
Perguntou: “meu filho, por que demorou tanto a sair?”.
Ao que ouviu: “pai, meus amigos não têm um pai como você. Fiquei tranquilo e os deixei saírem primeiro. Eu sabia que assim que saísse, você estaria aqui fora, me esperando.”
A certeza de que os mesmos braços que nos dão colo, nos empurram pra vida e nos sustentam quando precisamos, também estão prontos a nos socorrer e acolher, nos dá segurança e serenidade mesmo em meio ao caos.
Fabricio Cunha