Sobre o outono de fora e o inverno de dentro (Nessas Segundas de Abril – por Gérson Borges)

Enquanto calo meu canto,
Enquanto derramo meu pranto…
Enquanto me escondo num canto.
N’algum canto, me encanto.

Fabricio Cunha

Obrigado amigo do “esquerdo canto”, Gérson Borges.

NESSAS SEGUNDAS DE ABRIL
Por Gérson Borges 

Nessas segundas de abril
Tenho me perguntado
Onde meu riso caiu
E eu poderia ter juntado
Cacos de vida no chão,
Pedaços de alegria
Que me fariam tão bem relembrados
Nessas segundas de abril.

Nessas segundas de abril
Tenho dormido cedo
Parece meio infantil
Mas Noite Escura mete medo
Tento sonhar com o Sol
- Sonhar é um exercício
Que me faria tão bem praticado
Nesssas segundas de abril.

Nessas segundas de abril
Tenho relido cartas,
Visto retratos de mim
Quando esperanças eram fartas
É, não nos falta aflição
Onde estarão os meus amigos?
Que bom seria poder abraçá-los
Nessas segundas de abril.

Nessas segundas de abril
Minha oração pequena
Tem sido ” Filho de Deus,
Mostra-me ainda vale a pena
Não desistir do que é bom
Pois o deserto não dura…”
Que bom seria poder encerrá-lo
Nessas segundas de abril.

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