Ser ou não ser…

O problema não é a expectativa de que o outro seja melhor, mas a expectativa de que o outro seja como EU quero.

Devemos nos comprometer sempre em sermos a melhor pessoa que pudermos ser, mas nunca em nos adulterarmos para sermos alguém que não somos.

A expectativa sobre alguém, é uma grande tirana.

Ou se ama e se aceita o outro como ele é, ou não se ama.

Esse amor que aceita e inclui, é a porta de entrada e o solo seguro para a transformação alheia.

Geralmente, invertemos o processo, querendo transformar primeiro para, então, amar.

Sempre criamos expectativas… Só não podemos deixar que sejam o mediador em nossa relação com o outro.

Expectativa pela transformação, não gera amor, mas peso.

É o amor que transforma.

Fabricio Cunha®

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Dia do Músico – Homenagem de um “Não-Músico”

 Ainda me lembro das primeiras melodias que ouvi quando criança. Ré, Sol e Dó Maior, reunidos numa levada balançada e alegre, formando, na viola de meu pai, um pagode caipira.

Cresci vendo meu pai e os amigos reunidos em casa. Violas, acordeons, violões e instrumentos de percussão montados em torno de um ou dois microfones que captavam aquela deliciosa quizumba e a enviavam para o gravador de quatro pistas e fita de rolo que meu pai guardava “a sete chaves” em casa.

Não virei músico, mas meus ouvidos foram educados em melodias, harmonias e ritmos desde muito cedo.

Minha mãe ouvia o Rei, os Incríveis, Beatles e Frank Sinatra. Até hoje, minhas mais tenras memórias trazem à mente o balbuciar de seu inglês inventado, cantando “We now is tow leron my hair. Say two now is power is to say, to me, to see…” (certo de que a Pity e o Fredy também lembrarão… rsrs), de Sinatra.

Na adolescência, fui iniciado nos rocks nacional (que geração a dos anos 80…) e internacional (heavy metal da “caveira doida”).  Comprava discos escondido. Aprendi meus três únicos acordes (até hoje só sei esses) para tocar TODAS do Legião. Recitava o Cazuza, sabia de cór os Paralamas. Curtia o Green Day, decorava o Iron, idolatrava o Metallica (até hoje…).

Fui discipulado por Resgate, Oficina, White Cross e Bride. Chacoalhado pelo Mortification, Deliverance e Tourniquet. Vendi um carro para comprar a discografia inteira do Petra.

Mais velho um pouco, minha amizade com o Júnior Salvador, me modulou de status. Com ele, conheci as coisas mais rebuscadas na música. Coltrane, Miles Davis e Pastorius. Nico, Artur, Toninho Horta, João Alexandre e tantos outros músicos viscerais que me abriram um horizonte completamente desconhecido e irreversível.

Mas foi na MPB que me perdi. Chorei, sorri, decorei, declamei, cantarolei Caetano, Milton e Caymmi. Djavan foi meu conselheiro amoroso. Chico, meu guia vagabundo. Gil me cantou várias vezes. Viajei com a Gal, não entendi Bethânia. Fui invadido de Leila. Hipnotizado pela “Rosa”, de quem segui os “Passos”. Adormeci, encantado com Marisa.

E como foi bom ter gente que é “boa música” por perto. O coração do Bomilcar, a poesia do Jorge, a humanidade do Gérson. A inteligência do Gladir, a cultura do Carlinhos, a musicalidade do Sérgio.

Cerquei-me de amigos músicos. Morri de inveja de todos. Tentei tolamente imitá-los várias vezes em várias oportunidades que, pela amizade, me deram. Nunca consegui. Ser músico é ser escolhido, predestinado a pintar e repintar a vida de beleza. Sua estatura é inalcançável para gente normal como eu.

E é bonito ver que a música, imponente e incontível, segue seu rumo, escolhendo, predestinando e revelando seus novos arautos. É só ouvir o Palavrantiga, Tanlan, Foo Fighters, Incubus e ColdPlay. E o Hélvio, a Maria Rita, o Silva, a Gadu e a Céu. Os não tão novos mineiros do Skank e Jota Quest . Todos honrando o legado do Boca Livre, Capital, Novos Baianos, Milad, 14 Bis, Logos e Rebanhão. Titãs, Ira, Katsbarnéa, Atos 2. Ivan, Lulu, Renato Teixeira, Almir Sather, Lee Ritenour, Tim, BenJor, Elis…

Sou um mosaico de tantos sons e estilos, poesias e rimas, exemplos de perto e de longe, que não haveria como ser Fabricio sem cada um de vocês, músicos, artistas, que, sem saber, me pintaram com uma aquarela diversa, fazendo de mim, bem ou mal, quem sou.

Hoje, no dia do músico, esse “não-músico” os reverencia com respeito, afeto e admiração.

 

Obrigado.

 

Fabricio Cunha®

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SOBRE A SANTIDADE

Como jovem e pastor, vejo que o projeto de santidade da “igreja” virou um peso para a juventude especialmente.
Essa santidade ultratranscendente, alienada do mundo e espiritualóide, não faz sentido para a vida nessa terra.
Além do que mitificarmos e mistificarmos o padrão de santidade, afastou a possibilidade de um viver santo nas coisas simples do cotidiano.
Nosso chamado a uma vida santa só é possível se entendermos a santidade enquanto um projeto de existência humana e cotidiana.
Ser “santo” é o jeito de ser gente que devemos perseguir. A santidade é o padrão mais alto e louvável do que é ser humano.
Por isso, para um viver santo, precisamos de Deus e precisamos do outro.
É o Espírito que produzirá isso em nós e é o outro que reconhecerá essa marca em nosso cotidiano.
Santidade é dar espaço em nossas vidas para Deus (em nós) se tornar humano.

Fabricio Cunha®

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Válha-me Santa Edwiges – sobre o consumo e o endividamento

Acabei de descobrir que um desses dias atrás foi dia de Santa Edwiges, a santa dos endividados.

Tarde demais.

Eu teria acendido uma vela, ou duas. Ou três. Se existir vela retroativa, ainda acendo uma.

A verdade é que eu não estou só. Segundo dados da Federação Nacional do Comércio, 59,8% dos meus irmãos brasileiros estão endividados.

Os créditos mais acessíveis e os parcelamentos “ad infinitum”, são fatores que contribuem para esse número altíssimo mas, para mim, a principal questão é o nosso desejo desenfreado por consumir, impelidos pela competitividade e pela falta de contentamento.

Não somos satisfeitos com aquilo que temos. Precisamos de mais, cada vez mais. Nosso padrão de “mínimo” é altíssimo e nos impõe uma expectativa sobre a vida (a nossa e a alheia) na mesma proporção, alta demais para uma existência que, se fosse simples de verdade, seria bem mais feliz.

E isso se dá porque nos tornamos competidores numa sociedade de rivais. Precisamos ter para parecer que somos algo e mergulhamos de cabeça nesse engodo, vendendo a nossa paz interior (que não tem preço) por um pouco de aparência  (cujo preço é altíssimo).

Lembro-me de um ditado da minha infância: “Compramos o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para impressionar pessoas de quem não gostamos.”

Santa Edwiges é a padroeira dos pobres e endividados pois usou todo o seu dinheiro para caridade, pagando dívidas de presos e construindo escolas e hospitais. Mesmo sendo de família nobre e rica, aprendeu a investir aquilo que tem preço, naquilo que tem valor.

Válha-me, Santa Edwiges!!! Ajude mais esse endividado e a tantos outros brasileiros que (pra fechar com mais um ditado) “por fora são bela viola, mas por dentro, pão bolorento.”

 

Fabricio Cunha®

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Sílabas do Tempo

Numa vida que passa
É o tempo que pesa
O passado pisa
O futuro posa
E o presente pulsa

Fabricio Cunha®

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A Diversidade do Cristo em Nós

Fato é que o Espírito que habita em nós, subverte nossa natureza, mas não a anula. Somos uma mistura dessa presença divina e de nossa natureza humana.
Assim, o Cristo que vive em nós, toma nuances muito peculiares e pessoais, colorindo a terra com grande diversidade de expressões.
Padronizar um comportamento, querendo que o outro seja exatamente como eu acho que ele deve ser, é ferir essa diversidade bonita, na qual o Espírito criativo de Deus, baseia a sua atuação, sempre pessoal, no ser humano.

Fabricio Cunha®

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Aos Professores

 

Com a tia Estela, aprendi as letras. Com tia Márcia, as palavras. Com tia Luci, as orações.

Com a tia Eunice, a história da linda Ester. Com a tia Margareth, a do destemido Davi. Com a D. Elizabeth, a do Livro sem Palavras.

Com o Moraes, conheci os clássicos e os pensadores, li Lord Byron, que me ajudou muito na vida “sentimental”, conheci a “esquerda”, mas também a doçura da poesia.

Com a Ivana, aprendi a duras penas o rigor da Língua Portuguesa, que talvez fosse mesmo o rigor dela, Ivana. Mas aprendi.

Com o Jung, aprendi a enxergar as Escrituras com outros olhos e a olhar para o pobre com os olhos do Cristo.

Com o Rubem Alves, aprendi que a beleza está nos olhos de quem vê.

Com o René, aprendi que a transformação se dá de forma integral, já que o projeto de redenção do Pai é integral.

Com o Ari, aprendi sobre o Messias, com o Ed, sobre a Igreja, com o Barbosa, sobre a trindade, com o Valdir, sobre o mundo, com o Ricardo, sobre a vida.

Sou um privilegiado nessa vida. Tive muitos professores. Ainda tenho. Gente que derramou a sua vida sobre a minha, fazendo de mim, quem tenho sido. Não que eu seja lá essas coisas, mas o que sou, devo a todos eles.

Sou um mosaico formado por partículas de cada um deles.

E sou feliz assim.

Professores são seres fundamentais no mundo, mas não são desse mundo.

Vivem a sua vida em função da vida do outro.

Existem, para fazerem existir.

Merecem recompensa de toda ordem, mas não é por ela que trabalham. Ensinam por vocação divina e é por isso que persistem diante de um quadro tão desfavorável.

Professores queridos, obrigado por, sendo divinos, escolherem nos abençoar, gente normal, que dependemos de vocês para sermos alguém nessa vida.

Vocês existem não só em vocês mesmos, mas no tanto de gente que carrega em si uma centelha que seja do que de vocês aprenderam.

Que a eternidade os recompense, já que ela é a matéria prima do que fazem.

 

Fabricio Cunha®

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Maria, Aparecida

Gosto muito da teoria do estranhamento de Marx.

Ele diz que os mais pobres, como que no intuito de transporem suas limitações econômicas, investem em projetos maiores, como a igreja por exemplo, para se sentirem comunitariamente bem sucedidos, já que não se sentirão pessoalmente. O problema é que quando vão frequentar a catedral, fruto de seu investimento, estranham tamanha suntuosidade, expressão já não mais de seu projeto coletivo, mas da grande diferença entre sua realidade e a daquela construção.

Não gosto das catedrais e do que elas reproduzem, mas aprendi a gostar de Aparecida, a expressão brasileira de Maria, a mãe de meu Jesus.

Uma santa que é “a nossa cara”, a cara da mãe brasileira, “preta” e pobre, que vive à margem, lutando pela vida e pela sobrevivência dos seus filhos.

Por que milhões de casas em nosso país têm uma imagem de Aparecida pendurada n’algum cômodo? Porque, diferente da catedral, ela é a imagem da empatia. É parte da família brasileira. É a figura daquela que, negra e mulher, tendo vencido a adversidade da vida, pode inspirar-nos a vencer também as “catedrais” das dificuldades que se impõem sobre o povo sofrido de nosso país.

Quantas Marias e Aparecidas e Maria Aparecidas conhecemos, mulheres que carregam no nome um legado de luta, revestido da beleza e da singeleza que adornam e força feminina.

Nesse dia 12, Maria, Aparecida, a mãe brasileira de Jesus, mulher, preta e pobre, que luta pela vida e pela sobrevivência de seus filhos, tem meu respeito.

Diferente do que produzem as catedrais e seu espírito, você é a imagem da mulher brasileira.

 

Fabricio Cunha

Pastor Evangélico

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ABBA

ABBA

Gostamos de explicar as coisas, de graduá-las, delimitá-las em conceitos que nos caibam na mente e nos façam sentido. Mas as coisas mais profundas da vida são inexplicáveis e intraduzíveis. Uma das que nos causam mais alumbramento é quando, pais, ouvimos o balbuciar de “pai” da boca de nossos filhos pequenos. O que não faríamos para abraçá-los e protegê-los de qualquer coisa?

Abba é antes de palavra, antes de conceito, pra não dizer mais do que conceito.

Abba é a expressão usada pela criança quando reconhece a presença segura do pai. Sua melhor tradução seria “papa” ou mesmo “pa”.

Ouvi uma história esses dias. Num terremoto que aconteceu na Turquia há poucos anos, os bombeiros foram chamados desesperadamente por um pai que havia ouvido a voz de seu filho e de outras crianças sob escombros de uma escola. Chegando ao local, conseguiram abrir espaço para retirar as crianças. O pai esperava ansioso ali fora, beirando ao desespero para abraçar logo seu filho. Assim que o espaço foi aberto o pai gritou pelo menino. Todas as crianças saíram de debaixo do concreto e ferro retorcidos e, por último, o seu filho. Assim que o menino saiu, seu pai o agarrou e perguntou: “por que você foi o último a sair meu filho? “, ao que o menino respondeu: “porque eu ouvi a tua voz e sabia que estaria aqui fora me esperando e meus amigos não tinham ninguém esperando por eles aqui”.

Abba é presença que acalenta, que acolhe nos braços e dá segurança, que nos põe de pé e nos projeta, autônomos, mas nunca desamparados, para a vida.

Abba não é conceito que se explique, que se delimite, que se descreva. É algo que se sente e se usufrui. Por isso não me peça para explicá-lo pois, se você pedisse a um de meus três filhos que me “explicassem” para você, não conseguiriam fazê-lo. Mas, dia desses, a Miryana voltava pra casa à pé com meu filho Thiago, quando começou a chover e trovejar de repente. Thiago tinha muito medo de chuva (não tem mais depois de que tomamos um banho debaixo de uma tempestade). Ele logo se agarrou nela e disse: “Eu quero meu pai”. Ele saberia te explicar pouca coisa sobre mim, mas sabia que precisava de mim e que eu faria de tudo pra chegar até ele e, chegando, o agarraria e ele se sentiria seguro.

O convite é o de nos lançarmos ao colo e chamarmos “Abba” para, mesmo em meio às incertezas e inseguranças, usufruirmos da presença que nos aquece e do abraço apertado e demorado, cujo som é o das batidas de Seu coração.

Para usufruir disso, não se precisa de explicação.

É só chamar: “Abba!”

 

Fabricio Cunha®


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Vamos falar de POLÍTICA

Acabei de ler um pequeno texto do Júlio ZabatieroConcordo quando ele diz que “não há neutralidade em política. Não há ausência de política no exercício do poder religioso. Não se confundam, não se enganem. As pregações pastorais são, sempre, políticas. São políticas pelo exercício de poder. Só quem não saiu do jardim de infância ainda pensa que política só tem a ver com partidos e eleições. Política tem a ver com o exercício do poder, em todas as relações, em todos os níveis da vida social. ”

Todo cidadão é um ser político e precisa ter consciência disso para o melhor exercício possível de sua cidadania.

Nosso desencanto com a política, nos afasta do intransferível exercício de nossa cidadania por meio da escolha de nossos governantes na eleições, o que é uma péssima opção. 

Quem tem nojo de política, será governado por alguém que não tem, mesmo que esse alguém seja “nojento”, aprendi com o Frei Beto e com o Bispo Robinson Cavalcanti.

Mas não é somente por meio da militância político-partidária (a maior causa de afastamento do interesse dos cidadãos em política) que se exerce a política. Existem, pelo menos, três opções:

  1. O exercício da cidadania via eleições – é para todos. Por isso é preciso envolver-se nas campanhas eleitorais, não necessariamente fazendo campanha para alguém, mas conhecendo o mais de perto possível o candidato que receberá o seu voto. Mais do que isso, acompanhar os mandatos de seus candidatos e avaliar seus projetos e o cumprimento do que foi prometido. Todos estamos inseridos nessa área;
  2. A discussão de políticas públicas - O Estado não consegue cumprir todas as suas responsabilidades e precisa contar com outras instituições e os cidadãos que o compõem. Mesmo que desencadeadas pelo Estado, tais discussões em vistas do bem comum, devem ser protagonizadas pelos cidadãos do Estado. Isso quer dizer que ninguém melhor do que você, para discutir melhorias na área da saúde, educação, saneamento, segurança, tendo como ponto de partida o posto de saúde de seu bairro, a escola da vizinhança, os índices de segurança de sua região, etc. Discutir políticas públicas é cooperar com o Estado na geração do bem coletivo em vistas da emancipação de todas as pessoas. Todos devemos nos envolver com essa área;
  3. Política partidária – acredito que nossa peregrinação por essa terra só terá sentido se investirmos nossas vidas no exercício de nossas vocações. Acredito que existam pessoas vocacionadas para ocuparem cargos políticos visando a boa política. Nosso desalento se dá pelo fato de que não reconhecemos as vocações de muitos dos políticos eleitos, exatamente por não serem pessoas chamadas para tal. Muitos são oportunistas, manipuladores que reclamam para si prerrogativas que são de todos, populistas que advogam em favor de segmentos minoritários que dão base para seu mandato. Mas não podemos demonizar todo um ambiente pelo fato de muitos de seus ocupantes serem corruptos. Em todos os segmentos, existem pessoas boas e sérias, pessoas más e corruptas, pessoas que estão no lugar certo, exercendo suas vocações, pessoas aproveitando-se de um lugar, fazendo dele sua ocupação, para a realização de seus próprios interesses. Se você tem vocação para a política, responda ocupando o espaço que é teu. Se não é vocacionado, escolha alguém que seja, mas não se meta onde não foi chamado. Esse espaço é para pessoas que têm um chamado para a “vida pública”.

Todos somos chamados ao exercício da cidadania política, usando nosso principal instrumento democrático, o voto.

Todos devemos nos envolver com a discussão de políticas públicas, atentando para sua aplicação em nossos contextos imediatos e maiores em vistas da promoção da justiça e do bem comum.

Alguns são vocacionados para ocuparem os espaços públicos e reconhecemos isso 1. quando o candidato tem projeto que gera mudanças estruturais que geram benefícios comuns, priorizando o pobre e todo tipo de exlcuído, visando a uma sociedade melhor e mais justa para todos; 2. quando tem história que autentica tais projetos com a chancela de um caráter irrepreensível ; 3. quando acompanhamos não só o processo de proposição mas também o cumprimento daquilo que se propôs.

Portanto, ocupe seus lugares de direito com responsabilidade e engajamento e escolha os seus representantes políticos com sabedoria e critério, fazendo, assim, a boa política.

 

Fabricio Cunha®

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