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#JuventudeeMissãoIntegral – Ministério com Juventude, uma proposta urbana – matéria sobre o Ibab Jovem
Juliana Lie tem 25 anos, é descendente de chineses e indonésios, formou-se em artes e mora num bairro de classe média paulistana, na região Oeste. Rodrigo Camilo, 25 anos, é negro, trancou a matrícula em Serviço Social para passar um ano numa experiência transcultural. Morava na periferia da Zona Norte de São Paulo. Ricardo Scalco tem 26 anos, formado em administração de empresas. Já venceu um câncer e mora na periferia da Zona Oeste de São Paulo. Priscila Martins, 24 anos, acaba de formar-se em física no Mackenzie, onde ganhou uma bolsa por se destacar como estudante. Mora no extremo da Zona Norte de São Paulo com os pais e mais três irmãs.
O que essas pessoas têm em comum? Estão muito próximos do recorte que a ONU descreve como juventude (15 a 24 anos), estão envolvidos com a universidade ou passaram por ela e servem como voluntários no ministério de jovens e nos projetos de sua comunidade, a Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo.
Muito da visão da Ibab tem a ver com promover esse senso de vocação em seus membros, projetando-os a um estilo de vida integral, onde a espiritualidade desemboca na missão, que tem como pilar principal o serviço.
Seu ministério de jovens, o Ibab Jovem, tem como proposta apresentar aos seus jovens o jeito cristão de se viver a vida como um todo, em todas as suas áreas e considerando todas as contingências de seu contexto, usando as Escrituras como referencial e as realidades peculiares aos jovens como pano de fundo da interpretação bíblica.
“Nosso referencial é o fato de Cristo, sendo Deus, assumir forma humana e fazer do mundo o seu ‘palco de atuação’. O Reino de Deus chegou! Confundimos o Reino de Deus com o Reino dos Céus e, na medida em que queremos levar as pessoas ‘ao céu’, tendemos a nos afastar da proposta do Reino de Deus, pois ela é para a terra. Portanto, nossa pastoral deve auxiliar o jovem em sua vida aqui e agora, tendo como base o testemunho da encarnação do Cristo, como referencial teórico a sua pregação, como proposta o Reino de Deus e como palco o contexto imediato”, considera Fabricio Cunha, pastor dos jovens da Ibab.
Por isso, além das atividades habituais aos sábados, onde a proposta é a de darem condições aos jovens de responderem às quatro perguntas que consideram as mais importantes de suas vidas (1. Espiritualidade – em que Deus eu creio?; 2. Vocação – eu nasci para ser o quê?; 3. Relacionamentos – de onde vim e com quem dividirei minha vida?; e 4. Caráter - que tipo de gente estou me tornando?), promovem projetos onde contemplam um apoio a alguma instituição que já está no local e é ligada à Rede Ibab Solidária (http://www.redeibabsolidaria.com.br/) e a possibilidade de uma experiência de missão que coopere com a formação de seu senso de vocação. “Achei que iria levar Jesus para aquele local tão pobre. Quando cheguei lá, percebi que Ele já estava lá”, diz Rodrigo acerca de sua viagem ao Morro do Borel pelo Projeto Pé no Morro (http://www.penomorro2010.wordpress.com/). “Ver Jesus no rosto daqueles meninos e meninas é uma experiência inesquecível. Sou professora hoje por causa disso”, Any, estudante de Letras na USP, uma das voluntárias no projeto Peregrino, liderado pelo músico e poeta Roberto Diamanso.
Com o objetivo de compartilhar suas experiências, os jovens da Ibab promovem há três anos a Semana Jovem Ibab (http://semanajovemibab.wordpress.com/), onde convidam os demais jovens da cidade e região para uma programação que é construída de forma dialógica com a Bíblia, a cidade e a realidade juvenil metropolitana, isto é, uma programação fundamentada no conteúdo bíblico e na avaliação contextual, de forma que o jovem se interesse profundamente pelas Escrituras e pela vida relevante no contexto onde está inserido. “Numa cidade como São Paulo, urge levarmos os jovens a perceberem e conhecerem seu potencial de transformação à partir de todas as áreas da sua vida e, infelizmente, o que percebemos olhando para a realidade evangélica é que se continua a manter a dicotomia sagrado X profano, onde todo o sagrado está relacionado à ‘igreja’ e o profano ao ‘mundo’”, diz Fabricio Cunha. “Isso faz com que o impacto do potencial do jovem evangélico seja reduzido a uma atividade, em um dia, em um determinado lugar, minimizando as possibilidades de transformação pessoal e social à partir dele”, completa.
Tudo isso responde bem à visão da Igreja Batista de Água Branca de “ser um sinal histórico do Reino de Deus, levando o Evangelho todo para o homem todo, priorizando relacionamento e envolvendo todos os seus freqüentadores além dos limites culto-clero-domingo-templo.”
Que assim seja!
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