fev
27
Minha Despedida a Dom Robinson Cavalcanti
Todos têm razão em ficar perplexos.
Uma tragédia dessas, um filho que mata a facadas pai e mãe, nos tiraria a paz no dia.
Isso se agrava quando pai e mãe brutalmente assassinados, são dois arautos do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Todos têm razão. Perde a Igreja, perde o povo do Deus altíssimo, perde a sociedade em geral.
Mas, irmãos um pouco mais distantes, vocês não têm ideia do quanto se perde de alegria, do quanto as mesas ficarão mais tristes. As histórias serão menos interessantes. Os dados e informações voltarão a ser frios. As conversas serão mais enfadonhas.
Aquele que sabia contar histórias como ninguém, fazer rir e chorar, que sabia bater sem doer, que esticava monólogos que tinham tudo para dar sono, mas instigavam e faziam com que duas ou três horas parecessem poucos minutos, se foi.
Se foi ontem de forma rápida, como sempre, sem despedir-se, como nunca soube fazer muito bem.
Foi-se Dom Robinson, homem ilustre e ilibado. Servo fiel do Deus altíssimo, que recebeu-o pessoalmente na glória. Homem cuja humildade era tão extensa quanto seu curriculum.
Um bom amigo mais velho, que enchia a nossa vida, a dos mais novos, de sonhos e esperança.
De tantas coisas a se lamentar, lamento o fato de que as mesas e as histórias nunca mais serão as mesmas…
De seu colega mais novo, Fabricio Cunha.
