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	<title>Fabricio Cunha</title>
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		<title>Simplesmente Jesus&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 16:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus simplesmente é. Não está preso à expectativa alheia. É refém do amor. Sabota o projeto que lhe é imposto. Inaugura uma utopia. Jesus frustra o projeto de poder que se espera de um Messias. Ele é o “Deus inesperado”. Esperávamos e ansiávamos pelo Deus de poder. Recebemos a encarnação do amor. Não há lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jesus simplesmente é.</p>
<p>Não está preso à expectativa alheia.</p>
<p>É refém do amor.</p>
<p>Sabota o projeto que lhe é imposto.</p>
<p>Inaugura uma utopia.</p>
<p>Jesus frustra o projeto de poder que se espera de um Messias.</p>
<p>Ele é o “Deus inesperado”.</p>
<p>Esperávamos e ansiávamos pelo Deus de poder.</p>
<p>Recebemos a encarnação do amor.</p>
<p>Não há lugar para os dois na mesma essência.</p>
<p>Jesus é a encarnação do amor e a abdicação do poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fabricio Cunha</strong></p>
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		<title>Sobre o outono de fora e o inverno de dentro (Nessas Segundas de Abril &#8211; por Gérson Borges)</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 13:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto calo meu canto, Enquanto derramo meu pranto&#8230; Enquanto me escondo num canto. N&#8217;algum canto, me encanto. Fabricio Cunha Obrigado amigo do &#8220;esquerdo canto&#8221;, Gérson Borges. NESSAS SEGUNDAS DE ABRIL Por Gérson Borges  Nessas segundas de abril Tenho me perguntado Onde meu riso caiu E eu poderia ter juntado Cacos de vida no chão, Pedaços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto calo meu canto,<br />
Enquanto derramo meu pranto&#8230;<br />
Enquanto me escondo num canto.<br />
N&#8217;algum canto, me encanto.</p>
<p><strong>Fabricio Cunha</strong></p>
<p>Obrigado amigo do &#8220;esquerdo canto&#8221;, <strong>Gérson Borges.</strong></p>
<p><strong>NESSAS SEGUNDAS DE ABRIL</strong><br />
<strong>Por Gérson Borges </strong></p>
<p>Nessas segundas de abril<br />
Tenho me perguntado<br />
Onde meu riso caiu<br />
E eu poderia ter juntado<br />
Cacos de vida no chão,<br />
Pedaços de alegria<br />
Que me fariam tão bem relembrados<br />
Nessas segundas de abril.</p>
<p>Nessas segundas de abril<br />
Tenho dormido cedo<br />
Parece meio infantil<br />
Mas Noite Escura mete medo<br />
Tento sonhar com o Sol<br />
- Sonhar é um exercício<br />
Que me faria tão bem praticado<br />
Nesssas segundas de abril.</p>
<p>Nessas segundas de abril<br />
Tenho relido cartas,<br />
Visto retratos de mim<br />
Quando esperanças eram fartas<br />
É, não nos falta aflição<br />
Onde estarão os meus amigos?<br />
Que bom seria poder abraçá-los<br />
Nessas segundas de abril.</p>
<p>Nessas segundas de abril<br />
Minha oração pequena<br />
Tem sido ” Filho de Deus,<br />
Mostra-me ainda vale a pena<br />
Não desistir do que é bom<br />
Pois o deserto não dura…”<br />
Que bom seria poder encerrá-lo<br />
Nessas segundas de abril.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SOCIEDADE CRISTÃ X MENTALIDADE CRISTÃ</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 20:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pequeno, lembro-me bem de um adesivo colado no vidro traseiro do  Kadet preto de nossa família. Dizia o seguinte: “O Brasil é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso!” &#160; Orávamos por líderes evangélicos envolvidos em posições estratégicas na política de forma que nos beneficiassem pelo fato de estarem no poder. Nos beneficiassem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Quando pequeno, lembro-me bem de um adesivo</strong> colado no vidro traseiro do  Kadet preto de nossa família. Dizia o seguinte: “O Brasil é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso!”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Orávamos por líderes evangélicos envolvidos</strong> em posições estratégicas na política de forma que nos beneficiassem pelo fato de estarem no poder. Nos beneficiassem não, beneficiassem a fé cristã evangélica e os seus propósitos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Lembro-me perfeitamente de orarmos contra a eleição</strong> de um presidente de esquerda e, depois, contra a do seu alternativo, o de direita, por ter-se declarado ateu.  Cheguei a ir em reuniões onde dois candidatos evangélicos, um ao estado e outro à federação, faziam campanha para um conhecido ex-político acusado de vários crimes de corrupção pelo fato de que estavam lendo a Bíblia com ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Enfim&#8230; Desde a época da formação do povo de Israel</strong> ou, de forma mais patente, da época de Jesus Cristo, nossa expectativa e propósitos se baseiam mais na formação de uma sociedade cristã do que de uma mentalidade cristã para a sociedade como um todo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quem quer formar uma sociedade cristã, tem um projeto de poder</strong>. Queremos conquistar espaços estratégicos e pessoas estratégicas de forma que, ocupando tais posições, tenhamos os nossos interesses garantidos. Já vi, por exemplo, chefes evangélicos promoverem um funcionário só pelo fato de compartilharem da mesma fé e não por mérito. E quem de nós nunca ouviu a afirmação política: irmão vota em irmão”?! Mesmo que tais interesses sejam <em>a priori</em> bons, vivemos numa sociedade múltipla, formada por todo tipo de gente que precisa ter seus direitos e liberdade resguardadas assim como nós mesmos queremos que nossos direitos e liberdade o sejam. Assim, um projeto de tomada de poder não parece ser a melhor expressão que o corpo de Cristo pode tomar aqui na terra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O projeto de Jesus de Nazaré, nada tem a ver com tomada de poder</strong> mas com a formação de uma nova mentalidade baseada numa outra cosmovisão, que têm o amor como fonte de motivação e propósito final. É por isso que em várias de suas palavras, Ele inverte as lógicas do pensamento corrente, propondo uma nova forma de ver, pensar e agir. Vemos isso, por exemplo, em todo Sermão do Monte onde os protagonistas são os fracos e irrelevantes; em sua conversa com a Samaritana, onde rompe todos os paradigmas sociais para declarar-se Messias a uma mulher; no “lava pés” ao quebrar a hierarquia e colocar-se de joelhos para servir aos discípulos; em Mt 25. 35 onde estabelece a solidariedade como caminho para a glória; em sua declaração messiânica em Lc 4. 18-19 onde, de tantos textos gloriosos sobre o Messias, escolhe um que enfatiza a sua identidade mais simples.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O projeto de Jesus não é de poder</strong>. Aliás, Filipenses 2. 5-11 nos diz claramente que seu projeto é abrir mão do poder, em vistas do amor. E Paulo começa esse texto dizendo: “seja a atitude de vocês a mesma de Cristo.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Portanto,  estamos comprometidos não em tomar</strong> a sociedade de assalto, implementando nela um projeto cristão “guela abaixo, mas em servir a sociedade, influenciando-a por meio de uma mentalidade que é contra-cultural tantas vezes, rejeitada outras tantas, mas que ganha legalidade não pelo poder que requer, mas pela humildade constrangedora e inspiradora de quem se ajoelha, toma a toalha e a bacia e lava os pés de toda gente, sem querer nada em troca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assim, quando perguntados porque somos,</strong> pensamos e agimos dessa forma, teremos legitimidade e espaço de fato para “darmos a razão de nossa fé”. Então essa revolução de amor ganhará mais e mais proporção, fazendo do Brasil não o país do Senhor Jesus, mas um país onde se vê mais e mais a face de Cristo no meio do povo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fabricio Cunha</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Visão Sacrificial Cristã: uma verdade &#8220;não&#8221; absoluta</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 15:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que me tornei pai, o mistério da cruz/salvação alçou um status de incompreensão em minha vivência cristã. Como pode um Deus cujo caráter se baseia no amor, requerer de seu próprio filho um sacrifício que o satisfizesse e aplacasse sua ira? Tal equação não configuraria muito mais uma religião pagã do que o Cristianismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><br />
</em></strong></p>
<p>Desde que me tornei pai, o mistério da cruz/salvação alçou um status de incompreensão em minha vivência cristã. Como pode um Deus cujo caráter se baseia no amor, requerer de seu próprio filho um sacrifício que o satisfizesse e aplacasse sua ira? Tal equação não configuraria muito mais uma religião pagã do que o Cristianismo do Deus que não requer sacrifício mas, antes,  misericórdia (MT 9. 13)?</p>
<p>Deus, do alto de sua ira, requer do povo algum sacrifício, de forma que sua ira seja aplacada e o povo receba o seu favor. Sem sacrifício, sem favor, ira, gerando no povo uma dependência muito mais do sacrifício do que do favor.</p>
<p>Considerando o mínimo específico comum da formação das religiões, o fenômeno acima configura qualquer expressão religiosa e não especificamente o Cristianismo. Conforme Durkheim:</p>
<p>“<em>Todas as crenças religiosas conhecidas, sejam simples ou complexas, apresentam um mesmo caráter comum: supõem uma classificação das coisas, reais ou ideais, que os homens concebem, em duas classes, em dois gêneros opostos, designados geralmente por dois termos distintos que as palavras sagrado e profano traduzem bastante bem. A divisão do mundo em dois domínios que compreendem, um, tudo o que é sagrado, outro, tudo o que é profano, tal e o traço distinto do pensamento religioso.”<a title="" href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>É Deus, perdoando o povo pelo exercício do profano, em vistas de que, através de alguma oferenda ao sagrado, alcancem seu favor ao aplacar sua ira.</p>
<p>Coforme o Prof<sup>o</sup>. Dr. Jung Mo Sung, “a Revelação só é ‘revelação’ quando configura algo novo, criativo”, e a tese panorâmica que vemos acima, de que uma religião se constitui à partir dessa equação ira (Deus) – sacrifício (povo)  – favor (Resultado) X  ira (D) – sem sacrifício (P)- maldição (R), pode descrever de forma sintética as bases para qualquer religião, mas não uma expressão de revelação.</p>
<p>Não é uma questão de crer ou compreender pois, se Deus é a gênese de todo mistério, não há como compreendê-lo ou como explicá-lo pelos sentidos ou pela inteligência.</p>
<p>Todavia esses são os instrumentos que temos para tal e em relação à questão do sacrifício, o ponto não é fé ou compreensão mas coerência com a “mente bíblica” que nos revela de forma macro o caráter do Deus cristão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Anselmo da Cantuária e o Sacrifício Expiatório</strong></p>
<p>Muito panoramicamente, o argumento é o seguinte: Deus, ser espiritual perfeito, é infringido pela desobediência humana no ato do pecado e requer reparação, uma vez que o ser perfeito não pode deixar que a criatura imperfeita o infrinja e continue sua existência sem nenhum tipo de reparação pois, caso as coisas se dessem dessa forma, a criatura teria mais poder e autonomia diante dos postulados do Criador do que o próprio Criador. O paradoxo se dá na medida em que o Criador exige uma reparação que não pode ser efetiva se partir da criatura. Como poderia um ser eterno ser infringido por sua criatura e não exigir reparação por isso. Como poderia uma criatura reparar de forma perfeita e eterna seu erro, sendo ela “criatura”.</p>
<p>A encarnação do próprio Deus se dá, então, como forma de reparar o erro da criatura através de um sacrifício expiatório de um ser perfeitamente humano e perfeitamente divino. Portanto o Cristo já nasce com a incumbência de morrer no lugar da criatura e, assim, cumprir de forma perfeita, pois ele é perfeitamente humano e perfeitamente divino, o que foi requerido por Deus como ato de reparação da infração humana.</p>
<p>Sendo assim, Cristo nasce para morrer. Sua principal missão é a morte expiatória que restabelece a ordem depois do caos do pecado da desobediência. E somente Ele, Jesus Cristo, Deus, poderia oferecer um sacrifício que satisfizesse a expectativa da divindade infringida, pois Ele mesmo é divino. Só um sujeito humano, com a plenitude dos predicados divinos, pode ressarcir uma dívida que é humana para um credor que é divino. Cristo reúne as duas plenitudes e é o único que pode solucionar tal pendência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uma Outra Possibilidade</strong></p>
<p>A tese de São Anselmo da Cantuária é a base da teologia da expiação do cordeiro na igreja protestante reformada, o que já sugere status de cânon. Parece-me que um Deus que requer expiação pelo erro e reparação pelo pecado, não tem na misericórdia e graça os pilares de seu relacionamento com a criatura.</p>
<p>Por que então estabelece-se um cerimonial austero e rigoroso em todo o Antigo Testamento para que a criatura se relacione com a divindade cristã?</p>
<p>Penso que uma possibilidade seria demonstrar ao homem sua incapacidade de cumprir a lei de forma que esta servisse de metáfora para sua própria incapacidade de agradar ao Criador ou se achegar a Ele. É aqui que encontra-se a revelação cristã, a novidade criativa. Não é a criatura que se achega ao Criador, é ele que o faz. Os ritos são expressões da demonstração da vontade da divindade de se achegar à criatura e não instrumentos de aplacação de uma ira patente.</p>
<p>Deus estabelece um conjunto de normas para que o homem tenha a ciência do quão impossível seria cumpri-las e tivesse a compreensão básica de que a possibilidade de um relacionamento com a divindade não se daria pelo cumprimento da lei ou pelo exercício do rito, mas pela consciência de sua presença, que se torna plena com a encarnação do Filho e o envio do Espírito.</p>
<p>E por que a necessidade da encarnação, morte e ressurreição? O homem do Antigo Testamento dá mais valor ao rito e ao sacrifício do que à lição que está por detrás dele. Dá mais valor à moral da lei do que ao objetivo dela. A encarnação se dá como cume de um processo pedagógico que tem no próprio Deus o seu protagonista, isto é, como o homem não entende a função do rito e da lei, o Messias vem com o propósito de estabelecer um novo modelo e extinguir a necessidade tanto do rito quanto da observação da lei mosaica. Por isso, no sermão do Monte, ele inicia seu pensamento com “<em>a lei diz, eu porém vos digo”</em>. No novo modelo, o Cordeiro cumpre de forma perfeita o sacrifício, não porque Deus o requereu, mas porque o homem não entendeu o seu propósito. Sendo assim o Messias realiza o sacrifício pela última vez, como forma de dizer que , se o homem deu mais valor ao sacrifício do que ao que estava embutido nele, a saber, a demonstração de que a divindade queria se relacionar com a criatura, agora o sacrifício foi cumprido com plenitude e perfeição, pois foi feito pelo cordeiro Deus/homem que, inaugura ou relembra, a categoria na qual a divindade quer estabelecer uma dinâmica relacional com sua criatura.</p>
<p>Portanto o sacrifício do Cristo não é nem requerido nem, tampouco, contingente, mas um ato pedagógico que sabota a forma do homem relacionar-se com Deus e estabelece, ou restabelece o modelo que a própria divindade requer.</p>
<p>Se o sagrado é a manifestação daquilo que é o mais adequado ao humano, portanto, daquilo que, como pessoa, posso e devo ser, um Deus que requer ressarcimento ao preço do sacrifício de seu filho, parece mais uma divindade pagã do que o Deus amoroso, misericordioso e criativo cristão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Considerações Finais</strong></p>
<p>Desde a infância ouço a máxima de que “Deus é amor, mas Deus é justiça”. Em primeiro lugar a conjunção adversativa “mas” entre amor e justiça, pressupõe que uma coisa é contrária à outra, a primeira afirmação duvidosa. Amor e justiça são atributos que caminham na mesma direção. Talvez a palavra justiça traga embutida uma carga negativa, de punição, de ressalva e é isso mesmo que as pessoas querem dizer quando lançam mão da afirmação acima. O amor não é suficiente para exercer o governo quando se tem a expectativa de um Deus de poder, que pune o pecador que não lhe sacrifica mas abençoa aquele que o agrada o que nos mantém, de alguma forma, no controle das coisas, uma vez que nosso sacrifício é um instrumento regulador das ações de  Deus.  A afirmação bíblica é que “Deus é amor” e só. Esse é o problema, pois se Deus é amor, Ele perdoa e se perdoa, não cobra. Se Deus é amor, não ama por merecimento, sendo sua natureza básica o amor, ama simplesmente. Se ama, não exige sacrifício de nenhuma ordem. Se não exige sacrifício, a morte de Jesus não o foi, pois o Pai não a exigiu.</p>
<p>Qual o porquê essencial de sua morte? O amor. Tanto que sua missão baseia-se na afirmação encarnada de que o “Reino de Deus chegou” e que as “boas novas são para os pobres” e, ainda, que “toda autoridade lhe foi outorgada nos céus e na terra” e que deveríamos fazer discípulos baseados na autoridade daquele que veio “fazer novas todas as coisas”, isto é, dar a possibilidade e as diretrizes para um novo jeito de ser gente, um novo jeito de se estabelecer relações e um novo jeito de se conviver socialmente em todas as instâncias, inclusive a religiosa. Portanto sua missão baseia-se no amor do ato da encarnação e a última conseqüência disso foi sua morte, como prova de que não precisaríamos mais sacrificar, uma vez que os rituais de sacrifício do Antigo Testamento não eram para agradar a divindade ou aplacar sua ira, senão para entender que Ele estava no meio do povo.</p>
<p>Com isso a mensagem cristã exclui qualquer forma de sacrifício como um ato de se agradar uma divindade, em vistas de alcançar o seu favor. Isso é paganismo. A mensagem cristã é a do Deus que “não julga por usurpação o ser igual a Deus”, encarna-se e humilha-se em vistas de sentir a dor do outro e de demonstrar que a divindade veio até a criatura para demonstrar o quão está disposta a se relacionar com ela de graça, em amor.</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> DURKHEIM, Émile. “As Formas da Religião”, p. 3</p>
</div>
</div>
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		<title>Da Morte Para a Vida</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 16:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Antigo Testamento é a antessala do Novo.  É como se, no Antigo, assistíssemos a um filme em preto e branco e no Novo, em cores. A primeira celebração de Pessach, nome hebraico da Páscoa, ocorreu quando Deus enviou as dez pragas sobre o povo do Egito (Êxodo 7 a 12). Antes da décima praga, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p>O Antigo Testamento é a antessala do Novo.  É como se, no Antigo, assistíssemos a um filme em preto e branco e no Novo, em cores.</p>
<p>A primeira celebração de Pessach, nome hebraico da Páscoa, ocorreu quando Deus enviou as dez pragas sobre o povo do Egito (Êxodo 7 a 12). Antes da décima praga, Moisés foi instruído a pedir para que cada família sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos (Êxodo 12).</p>
<p>Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas. À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até os primogênitos da casa do Faraó. Então o Faraó aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo.</p>
<p>Como recordação desta liberação, foi instituído para todas as gerações a festa da Pessach, a Páscoa, a passagem da escravidão para a liberdade.</p>
<p>No Novo Testamento, o relato mais impressionante de todos é o que descreve mais uma vez um sacrifício, mas, agora, o do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, o cordeiro perfeito.</p>
<p>Deus, desde o Antigo Testamento, mostra seu ímpeto relacional ao querer constantemente revelar-se ao homem. Institui uma série de ritos e liturgias de modo que o humano consiga de alguma forma conhecer lampejos do sagrado. O humano, por sua vez, dá mais valor ao rito do que ao que ele significa, dá mais valor à festa do que ao que ela celebra, mais valor ao sacrifício do que ao que ele representa. Assim aconteceu também com a festa da Páscoa. Passou-se a enfatizar mais o sacrifício do cordeiro, do que o que ele representou: o preço da liberdade.</p>
<p>Jesus se encarna, se humaniza para, de uma vez por todas, cumprir pela última vez o rito do sacrifício do cordeiro para que, depois disso, toda pessoa entendesse o real sentido da páscoa, agora, mais do que a passagem da escravidão para a liberdade, A DA MORTE PARA A VIDA.</p>
<p>Portanto, o sacrifício de um cordeiro pascal, primogênito e perfeito era o símbolo de quanto custou a liberdade de um povo, um preço alto, mas pago por um outro alguém, para que se entendesse que receberam a liberdade de forma gratuita, mas ela custou o sangue de um cordeiro.  O povo deu mais valor ao símbolo do que ao que ele significava. A Páscoa em Israel virou uma festividade muitas vezes sem sentido e sem memória.</p>
<p>Então Jesus, o Deus encarnado, se apresenta na Páscoa não como o Deus a quem se deve um sacrifício, mas como o Cordeiro a ser sacrificado. Se a humanidade não entendeu o preço da liberdade que nos foi dada de presente pelo próprio Deus em troca da morte de um cordeiro, o sacrifício virou fim em si mesmo e não mais um símbolo pedagógico do alto custo da passagem da escravidão para a liberdade. Jesus vem para ser esse cordeiro e sacrificar-se de uma vez por todas, para que entendêssemos o valor real desse símbolo e, mais do que isso, seu preço.</p>
<p>O próprio Deus se faz gente e sacrifica-se para que toda gente não só tenha a oportunidade de passar da escravidão à liberdade, mas, agora, da morte para a vida e, pela grandeza e valor definitivos desse sacrifício, entendam que o Pai queria nos ensinar que o fim da Páscoa não era o sacrifício em si, mas a lição de que Ele nos quer perto, livres e vivendo a vida como ela deve ser vivida e por esse fim Ele pagaria o mais alto preço.</p>
<p>Tudo isso para termos a santa possibilidade de entendermos um pouco, agora em cores, não mais em preto e branco, da grandeza desse amor que, levado às últimas consequências, imolou o próprio Deus em favor da humanidade.</p>
<p>É Deus fazendo o caminho de vida e morte para nos abrir o caminho DA MORTE PARA A VIDA.</p>
<p align="right"><strong>Fabricio Cunha</strong></p>
<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
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		<title>O eterno, agora</title>
		<link>http://fabriciocunha.com.br/o-eterno-agora/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 14:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Investir a vida em coisas eternas fará de nós pessoas eternas. Pessoas que trazem o &#8220;pra sempre&#8221; para o tempo finito e o recheiam de sentido eterno, que reconhecem os lampejos da eternidade no agora, usufruem deles nessa vida e que derramam as suas vidas na do outro. Gente assim, mesmo quando não vive mais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Investir a vida em coisas eternas fará de nós pessoas eternas.</p>
<p>Pessoas que trazem o &#8220;pra sempre&#8221; para o tempo finito e o recheiam de sentido eterno, que reconhecem os lampejos da eternidade no agora, usufruem deles nessa vida e que derramam as suas vidas na do outro.</p>
<p>Gente assim, mesmo quando não vive mais, continua a existir.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Confiar Desconfiando</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 20:40:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Era um sábado pela manhã quando cedi à tentação de ligar a televisão. Todos ainda estavam dormindo. Sem TV a cabo, zapeei pelos canais abertos a procura impossível de algo interessante. Parei para assistir um pastor “evangélico” fazer a sua exposição “nada” bíblica. Estava com um bonito livro na mão, uma Bíblia, à qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Era um sábado pela manhã</strong> quando cedi à tentação de ligar a televisão. Todos ainda estavam dormindo. Sem TV a cabo, zapeei pelos canais abertos a procura impossível de algo interessante.</p>
<p><strong>Parei para assistir um pastor “evangélico”</strong> fazer a sua exposição “nada” bíblica. Estava com um bonito livro na mão, uma Bíblia, à qual ele atribuía o poder de, se os compradores dessem atenção aos comentários de rodapé, ficarem ricos. Continuou dizendo que se nós, telespectadores, não tínhamos uma vida de devoção à igreja, de forma que não investíssemos nossos recursos nela, igreja (com “i” minúsculo mesmo), estaríamos vulneráveis aos ataques do “gafanhoto migrador” (figura que simboliza a devastação de nosso bens materiais como fruto de maldição) devido a porta que, pela falta das ofertas na igreja, abriríamos ao diabo.</p>
<p><strong>Fiquei pasmo!</strong> Como pode alguém em rede nacional, apelar ao medo para conseguir dinheiro, manipular a fé das pessoas para conseguir realizar os seus sonhos megalomaníacos.</p>
<p><strong>Pensei em mim e em outros tantos amigos</strong> que tentam a duras penas exercer um ministério sério. Quase me canonizei&#8230;</p>
<p><strong>Mas pensei um pouco mais.</strong> Nunca pedi dinheiro dessa forma, nem lancei mão do citar maldições como o pastor o fizera, mas já usei o medo para conseguir algo de uma pessoa, já criminalizei o mundo e desviei a minha culpa culpando estruturas espirituais, já fui pedra de tropeço para a fé de mais novos pura e simplesmente para vencer uma discussão religiosa.</p>
<p><strong>Pedi perdão na hora.</strong> Primeiro por me achar um santo em relação àquele homem; segundo, por me lembrar que também manipulei a fé de outros para conseguir algo para mim ou meu ministério.</p>
<p><strong>Fé é algo</strong> sagrado. O coração das pessoas também.</p>
<p><strong>Manipular a fé</strong> de outrem para que gravitem em torno de alguém ou de uma instituição é pecado.</p>
<p><strong>Muitas instituições fazem</strong> com que as pessoas vivam em função delas. Geram, assim, indivíduos tímidos em relação à vida, dependentes em relação à fé e confusos em relação a si mesmos.</p>
<p><strong>A Igreja existe para viver em função das pessoas</strong>, gerando pessoas autônomas que sabem viver a vida como um todo de um jeito cristão e, cuja fé madura, sabe discernir entre o bem e o mal sem a necessidade de um tutor.</p>
<p><strong>Assim, pastor é um guia espiritual para o rebanho</strong> e não um oráculo ao qual devemos obediência irrestrita. E ele não guia sozinho, o faz com a ajuda dos irmãos mais maduros na fé, todos guiados pelo Espírito Santo à luz das Escrituras.</p>
<p><strong>Portanto, gente querida,</strong> confiem mas desconfiem. A régua é a Bíblia Sagrada. A chancela é o Espírito Santo que habita nossos corações. Tudo o mais está comprometido pelo pecado, uns mais, outros menos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fabricio Cunha</strong></p>
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		<title>São José dos Campos, uma cidade e tanto&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 15:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="284" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YCCiDaFqt2c?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="500" height="284" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/YCCiDaFqt2c?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>Mulher</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 21:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Parem tudo. Silêncio. O que está havendo? Céu cinza, colore. Tempestade vira brisa. O tempo que corre, pára. Pára, mas eterniza. Aquilo que falta, sobra. Aquilo que sobra, falta. Árvore seca, flora. O belo aos olhos ressalta. O agreste vira mar. Todo caos se harmoniza. Todo olho alumbrar. Esse mundo precisa. Abrir-se-á o portal. Ansiedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parem tudo.<br />
Silêncio.<br />
O que está havendo?</p>
<p>Céu cinza, colore.<br />
Tempestade vira brisa.<br />
O tempo que corre, pára.<br />
Pára, mas eterniza.</p>
<p>Aquilo que falta, sobra.<br />
Aquilo que sobra, falta.<br />
Árvore seca, flora.<br />
O belo aos olhos ressalta.</p>
<p>O agreste vira mar.<br />
Todo caos se harmoniza.<br />
Todo olho alumbrar.<br />
Esse mundo precisa.</p>
<p>Abrir-se-á o portal.<br />
Ansiedade acomete.<br />
Todo mero mortal.<br />
Ante ti se derrete.</p>
<p>Mulher, ser &#8220;quase&#8221; perfeito.<br />
Coroa da criação.<br />
Do artista o melhor feito.<br />
Não cabe em explicação.</p>
<p>É linda, doce, singela.<br />
Intensa, forte e sagaz.<br />
É esguia, é segura e imponente.<br />
Quer carinho, nada mais.</p>
<p>Mulher que cuida de muitos.<br />
Procura quem cuide de si.<br />
Mulher em quem cabe o mundo.<br />
Tão pequena, cabe aqui.</p>
<p>Mulher, somos devotos teus.<br />
É fácil nos subjugar.<br />
Condenaste-nos ao céu.<br />
A nossa pena é te amar.</p>
<p style="text-align: right;">Singela homenagem ao ser mais fascinante da face da terra.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fabricio Cunha</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lá se foi o Dom, quem tinha o DOM</title>
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		<comments>http://fabriciocunha.com.br/la-se-foi-o-dom-quem-tinha-o-dom/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 14:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FabricioCunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá se foi o Dom, quem tinha o DOM. &#160; Dom do simples mas não do medíocre. &#160; Dom da palavra, do ensino, Dom de mestre. &#160; Dom jovial, Dom subversivo, praticado nas frentes, Dom labutado. &#160; Dom utópico, Dom da vida, da política, da esperança. &#160; Dom servil, Dom humilde, discípulo. &#160; Dom da amizade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #1f497d;"><strong>Lá se foi o Dom</strong>, quem tinha o DOM</span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dom do simples</strong> mas não do medíocre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom da palavra, do ensino, Dom de mestre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom jovial, Dom subversivo, praticado nas frentes, Dom labutado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom utópico, Dom da vida, da política, da esperança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom servil, Dom humilde, discípulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom da amizade, Dom do papo, da conversa que faz parar o tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom das letras, Dom dos ótimos textos, da filosofia pé no chão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom irreverente, Dom resoluto, profético.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Daquele Dom patente, Dom constrangedor, brilhante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom alegre, Dom camarada, da partilha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom histórico, Dom notável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dom dele, Dom ele, nosso. Dom agora devolvido ao Pai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por sua memória</strong> <em>Dom</em>,</p>
<p><a href="http://fabriciocunha.com.br/wp-content/uploads/2012/02/robinson_foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-936" title="robinson_foto" src="http://fabriciocunha.com.br/wp-content/uploads/2012/02/robinson_foto.jpg" alt="" width="251" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti</strong> [† 1944 - 2012]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SP, 28-fev-2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>escrito por <strong>Thiago Lima, Barraka</strong></em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em>extraído de </em><a href="http://peregrinocaminho.wordpress.com/2012/02/28/dom-memorial-a-robinson-cavalcanti/">http://peregrinocaminho.wordpress.com/2012/02/28/dom-memorial-a-robinson-cavalcanti/</a></p>
<div></div>
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